O projeto Muganga, de Rodrigo Ribeyro, com produção de Julia Alves, foi o grande vencedor do júri oficial do 17º Brasil CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução, realizado de 22 a 27 de setembro, durante a 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. A premiação reconhece projetos de diferentes categorias e destaca o papel do encontro na articulação de parcerias, no desenvolvimento de projetos e na ampliação das possibilidades de coprodução para o cinema brasileiro.
O júri oficial, formado por Joana Oliveira, Fred Burle e Jesús Pimentel, destacou a combinação entre visão cinematográfica, perspectiva artística, relevância contemporânea e direcionamento do projeto, além do potencial de sua produção para conduzir o filme a uma trajetória nacional e internacional.
Ao longo da programação, projetos participantes do Brasil CineMundi também foram contemplados com prêmios oferecidos por parceiros nacionais e internacionais, que contribuem para o desenvolvimento, a finalização e a circulação das obras.
Projetos premiados no Brasil CineMundi
Na categoria Work in Progress, dedicada a filmes em fase de finalização, Bom Retorno, dirigido por Breno Alvarenga e produzido por Carol Silva, recebeu os prêmios O2 Pós e Mistika. Fogo Adentro, de Daniel Calil, com produção de Renato Ogata, Eliane Ferreira e Ludmilla Rodrigues, também foi contemplado com o prêmio O2 Pós. Já Sol a Pino, de Ana do Carmo, produzido por Rubian Melo, recebeu o prêmio The End.
Na categoria Foco Minas, A Luta que Não Pode Parar, de Ewerton Belico, com produção de Vitor Graize, conquistou o prêmio Cinecolor/CTAV/Edina Fujii/Parati Films e também foi selecionado para o DocSP Study Center.
Entre os projetos documentais, Aña, de Mariana Lacerda, produzido por Carol Ferreira, recebeu os prêmios DocBrasil, Conecta e Casa Latina Films. Coração Americano, dirigido por Aiano Bemfica e produzido por Tatiana Mitre, foi contemplado pelo Eurodoc e pela Casa Latina Films.
Primas, de Bruno Gularte Barreto, com produção de Marina Torre, recebeu os prêmios DOCSP, Forum RIDM e um dos reconhecimentos do #LINK. A outra premiação do #LINK foi concedida a Em Nome do Pai e do Filho, dirigido por Gabriel Freire e produzido por Marília Cunha.
A lista de projetos contemplados inclui ainda O Presidente Negro, de Gabriel F. Marinho, com produção de Carolina Villalobos, selecionado pelo Nuevas Miradas; Cavalo, de Valentina Homem, produzido por Mayra Faour Auad, premiado pelo Burning; e Boi de Conhas, de Daniel Barbosa, com produção de Sabrina Garcia e Nikolas Maciel, reconhecido pelo MECAS.
O prêmio MAFF – Málaga Festival/Projeto Paradiso foi concedido a Kiki – Uma Ponte entre Mundos, codirigido por Dario Aldana, Werá Alexandre e Patrícia Para Yxapy, com produção de Sirli Freitas. Já a produtora Filmes de Plástico selecionou Dona da Minha Cabeça, de Nash Laila, produzido por Letícia Simões e João Vieira Jr., e concedeu menção especial a BPM: Batidas pelo Mundo, dirigido por Gabriel Marcos e produzido por Marina Soares.
Premiações da 20ª CineBH
A cerimônia de encerramento da 20ª CineBH também anunciou os vencedores das Mostras Horizonte e Território, que reuniram 12 filmes, sete deles dirigidos por mulheres.
Na Mostra Horizonte, o prêmio de melhor longa-metragem foi para Cuba y la noche, de Sérgio Fernández Borrás, coprodução entre Cuba, Espanha e Colômbia. O júri destacou a articulação entre forma e discurso, assim como as escolhas estéticas e políticas do filme ao abordar as relações entre Estado e sociedade no ambiente virtual.
O destaque do júri da mostra foi concedido a Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira, enquanto o mexicano Jankee, de Yamel Thompson, recebeu o prêmio do Júri Jovem.
Na Mostra Território, o prêmio de melhor longa-metragem foi para Nuestro Cuerpo es una Estrella que se Expande, produção mexicana dirigida por Semillites e Tania Hernández Velasco. O júri ressaltou a experimentação e a potência do cinema como espaço de invenção de outras formas de habitar o mundo.
O brasileiro Telúrica: a Íntima Utopia, de Mariana Lacerda, recebeu destaque do júri, e La Vida que Vendrá, da chilena Karin Kuyul, coprodução com a Colômbia, conquistou o Prêmio Abraccine.
Cinema sem Fronteiras
O Brasil CineMundi e a CineBH integram o Cinema sem Fronteiras 2026, programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção. A iniciativa reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada em janeiro, e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, dedicada à preservação audiovisual e à educação, em junho.
A 17ª edição do Brasil CineMundi reafirma a importância do encontro como espaço de conexão entre profissionais, projetos e parceiros, fortalecendo oportunidades para o cinema brasileiro e ampliando suas perspectivas de desenvolvimento e coprodução internacional.